Transporte coletivo está mais caro em Dourados desde dia 5
13 de janeiro de 2020O valor da tarifa do transporte coletivo de Dourados está mais caro desde o dia 5 deste mês. Quem utiliza esse meio de transporte terá que pagar 6% a mais, em relação ao ano passado. A tarifa subiu de 3,30 para 3,50. A nova tarifa ainda não chegou ao valor solicitado pela Viação Dourados, empresa que explora o serviço na cidade.
De acordo com a Agetran (Agência Municipal de Trânsito e Transporte), o aumento anterior a esse foi em fevereiro de 2018, quanto a empresa obteve um reajuste de 10% na tarifa. De R$ 3,30 a passagem passou a valer R$ 3,30, na ocasião, tendo em vista que a passagem ficou “congelada” por quase três anos.
O diretor-presidente da Agetran, Carlos Fábio Selhosrt, explicou que o aumento foi necessário, por causa do aumento dos custos para manter o serviço, como combustível, peças, pneus, salários de funcionários, entre outros gastos com manutenção. Ele argumenta ainda que com o aumento a empresa também terá condições de investir em novos pontos de acesso para ônibus.
No entanto, ele acrescenta que após um diálogo com a empresa, foi possível reajustar para R$ 3,50, tendo em vista que a Viação Dourados pedia mais.
O aumento de 6% não agradou muito os passageiros que presam utilizar o transporte público para trabalhar e estudar.
A medida foi determinada pela prefeita Délia Razuk (PTB) em dezembro do ano passado, antes disso a proposta já havia sido levada para a Câmara Municipal para ser apreciada pelos vereadores. Na época, a Viação Dourados, apresentou tabelas e gráficos justificando déficit nas arrecadações. Isso motivou a intenção de aumentar R$ 0,70 sobre a passagem, mas a proposta não avançou. O valor aprovado foi de R$ 0,20.
Campo Grande
Após a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a prefeitura de Campo Grande teve que suspender o decreto de reajuste do preço da tarifa de ônibus, voltando ao preço antigo, R$ 3,95. Com o reajuste a passagem passaria para 4,10.
O TCE determinou a volta do preço anteriormente praticado devido a irregularidades encontradas no contrato, nos itens relacionados ao reajuste tarifa. Segundo o relatório, o preço não poderia sofrer aumento porque o consórcio responsável pelo transporte público operou com frota velha; reduziu investimentos; não comprovou gastos em seguros, não construiu novos terminais e nem faixas exclusivas para ônibus.
O relatório do TCE cita ainda que diante do que foi analisado, a tarifa poderia até baixar. Sugere que seja feito um Termo de Ajustamento de Conduta e pede posicionamento do consórcio e da Prefeitura de Campo Grande.

