Preso por homicídio diz que arma sem registro foi herança do pai bombeiro

Preso por homicídio diz que arma sem registro foi herança do pai bombeiro

10 de julho de 2019 0 Por redacao

Policial militar disse que a usava de vez em quando por ser leve e portátil, enquanto a pistola disponibilizada pela PM, uma IMBEL MD7, “é extremamente pesada e grande”

Preso em flagrante pelo assassinato de Julio Cesar Cerveira Filho, 43 anos, cometido na tarde de segunda-feira (8) numa das salas de cinema do shopping de Dourados, o cabo da Polícia Militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, afirmou que a arma utilizada no crime era uma herança do pai, bombeiro da reserva falecido há dois anos. A pistola Smith Wesson, calibre .40, não tem registro, conforme o boletim de ocorrência. 

Questionado pelo delegado Rodolfo Daltro sobre o motivo de portar uma arma sem registro, o policial lotado na PMA (Polícia Militar Ambiental) de Dourados argumentou que a usava de vez em quando por ser leve e portátil. 

Policial há 15 anos, Dijavan justificou que a pistola disponibilizada pela PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), uma IMBEL MD7, “é extremamente pesada e grande”.

Nesse mesmo depoimento ele informou que o disparo efetuado contra a vítima foi acidental após ter sacado a arma para se defender. 

Dijavan declarou aos investigadores acreditar que Julio estivesse sob efeitos de medicamentos ou com problemas psiquiátricos, pois estava extremamente agressivo e agrediu uma criança sem motivo algum. Acrescentou que mesmo após mostrar a arma e anunciar ser policial, a vítima não cessou as agressões.

Presenciado por seus filhos de 9 e14 anos e pela filha da vítima, de 16 anos, o crime teria sido motivado por uma poltrona ocupada de forma incorreta. Preso em flagrante, Dijavan passa por audiência de custódia na 3ª Vara Criminal de Dourados nesta tarde de terça-feira (9).

Hoje o promotor de Justiça Luz Eduardo Sant’anna Pinheiro comunicou o juiz responsável pelo processo que trata de homicídio simples que somente após a conclusão das investigações e remessa dos autos de Inquérito Policial para a central do MPE-MS (Ministério Público Estadual) tomará as providências cabíveis.