Banco Central decide hoje novo patamar da taxa básica de juros
2 de agosto de 2023Estacionada desde agosto de 2022 no maior patamar em seis anos, a taxa básica de juros da economia brasileira deve iniciar uma trajetória de queda a partir desta quarta-feira (2). De acordo com expectativas do mercado financeiro, o segundo dia de encontro dos diretores do BC (Banco Central) vai resultar no primeiro corte da taxa Selic em três anos.
Ainda que o Boletim Focus, responsável por compilar a mediana da previsão dos principais agentes financeiros do Brasil, aponte para a redução de 0,25 ponto percentual dos juros básicos, a aposta não é uma unanimidade. Projeções de que a Selic pode cair 0,5 ponto percentual viraram mais frequentes à medida que a inflação perde força.
Antes de anunciar o veredito, após as 18h, o Copom (Comitê de Política Monetária) projeta as possibilidades futuras da economia. O movimento ocorre após o grupo formado pelo presidente do BC, Roberto Oliveira Campos, e pelos oito diretores da autoridade monetária avaliar a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro.
A taxa Selic é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.
Em linhas gerais, é a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas ou consumidores em forma de empréstimo ou financiamento. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.
A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

