Colheita do milho começa esporádica com expectativa de quebra e cotações em alta

Colheita do milho começa esporádica com expectativa de quebra e cotações em alta

14 de julho de 2021 0 Por jornalismo

Boletim Casa Rural elaborado a partir do levantamento de campo feito pelo Siga-MS Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) na primeira semana de julho apurou que a colheita do milho segunda safra já teve início de modo esporádico em algumas regiões de Mato Grosso do Sul, embora a previsão seja de trabalho intenso a partir de agosto.

Conforme o documento divulgado por Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária) e Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja), devido às adversidades climáticas caracterizadas por estiagem, queda de granizo e geada, houve revisão das estimativas e agora é projetada produção de 6,285 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,3 sacas por hectare.

Mesmo com aumento de 5,7% da área plantada no comparativo com o ciclo 2019/2020, de 1,895 milhão de hectares para 2,003 milhões de hectares, o agronegócio sul-mato-grossense espera por uma quebra de 40,8%, já que no ano passado colheu média ponderada de 93,4 sacas por hectare e produziu 10.618.346,78 toneladas.

Na safra atual, as estimativas iniciais do setor produtivo apontavam para 75 sacas por hectare e 9,013 milhões de toneladas. Porém, os efeitos da estiagem após o plantio e de chuvas de granizo na primeira quinzena de junho motivaram a primeira revisão, para 68,7 sacas por hectare e 8,251 milhões de toneladas. Posteriormente, as geadas ocorridas entre o final do mês passado e o início de julho reduziram ainda mais as projeções.

“A semana passada foi marcada pelos produtores analisando mais de perto os danos causados pela estiagem e geada. Quanto ao clima, o estado enfrenta em média 36 dias de estiagem agrícola de acordo com os modelos agroclimáticos. Essa semana haverá o avanço da massa de ar frio no estado, a partir do dia 17 julho haverá declínio da temperatura, mínimas entre 12° e 15°C”, informou o boletim Casa Rural.

A publicação detalha que “para um cultivo ser classificado como ‘ruim’, deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de stand, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros sintomas que causem elevada perda de potencial produtivo”.

“Em uma classificação ‘regular’, encontra-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, stand razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como ‘bom’, quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade”, prossegue.

Já as estimativas de quebra levaram em consideração que as plantas no estádio desenvolvimento fenológico entre V6 e R1 foram consideradas totalmente vulneráveis, com perda total da lavoura, enquanto as entre R2 e R3 tiveram perda potencial de 30 a 60 sacas/hectare, e entre R4 e R6, apontados como estádios fenológicos mais tolerantes, resultam perdas inferiores a 15 sacas/hectare.

“No momento a área estimada afetada no estado é de 604,4 mil hectares sendo 30% da área produtora do estado. Diante destes fatos, estima-se uma quebra de 2,722 milhões de toneladas diante da produção inicial”, detalhou o Siga-MS.