Ex-secretário de Dourados é solto com tornozeleira após agredir namorada em cidade turística de MS

Ex-secretário de Dourados é solto com tornozeleira após agredir namorada em cidade turística de MS

14 de fevereiro de 2022 0 Por redacao

O ex-secretário de saúde de Dourados, Renato Oliveira Garcez Vidigal, conseguiu liberdade, mas com uso condicional de tonozeleira. A decisão foi publicada no Diária da Justiça de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (14). Vidigal estava preso desde o inicio de janeiro por ter agredido a namorada no inicio do ano.

A decisão foi uma resposta ao pedido da defesa de Renato, sob alegação de que o ex-secretário estava preso há mais de 30 dias e que se solto, não moraria sequer na mesma cidade que a ex-namorada. Os advogados sustentaram não haver motivos para o cliente permanecer na cadeia.

Em análise ao pedido, o juiz responsável pelo caso concordou com a defesa e reforçou que com o fim das investigações, não havia mais risco do ex-secretário tentar influenciar o depoimento da vítima e das testemunhas. Com isso, entendeu que medidas cautelares seriam suficientes para garantir a aplicação da lei pelo crime.

Para sair do Estabelecimento Penal Máximo Romero, em Jardim, Renato terá que colocar tornozeleira eletrônica e seguir algumas determinações, como recolhimento noturno às 20 horas, manter o endereço sempre atualizado e comparecer a todos os atos do processo.

Além disso, o ex-secretário deve permanecer a uma distância de 250 metros da vítima, não falar com ela em hipótese alguma e nem os familiares por qualquer meio de comunicação. O descumprimento de qualquer uma das determinações pode mandar Renato de volta para a cadeia.

À época, de acordo com o Ministério Público, Vidigal e mais quatro pessoas, duas delas funcionárias da Secretaria de Saúde e uma gerente da Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud), agiram em conjunto com o propósito de desviar recursos destinados à contratação de empresa especializada no fornecimento de alimentação hospitalar. Para isso, eles teriam fraudado um processo licitatório, falsificaram documentos e subornaram empresa para que não participasse da licitação.

Quando foram denunciados, a defesa de todos os citados negaram a participação dos clientes nos crimes.