MPE quer reunião com gestores para solucionar fila de espera do Raio-X

MPE quer reunião com gestores para solucionar fila de espera do Raio-X

9 de dezembro de 2019 0 Por jornalismo

O MPE-MS (Ministério Público Estadual) quer uma reunião com gestores às 10h do dia 9 de janeiro de 2020 para discutir meios de solucionar a fila de espera por Raio-X em Dourados. Na pauta, é proposto que os exames possam ser feitos no Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados e sejam efetivadas parcerias com municípios da região.

Na sexta-feira (6), o promotor de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior determinou que sejam oficiados o presidente do Instituto Acqua (Ação, Cidadania, Qualidade Urbana e Ambiental), que atua na unidade hospitalar, e os secretários de saúde do município, Berenice de Oliveira Machado Souza, e do Estado, Geraldo Resende Pereira.

Os ofícios integram o Inquérito Civil número 06.2019.00000005-2, instaurado em janeiro de 2019 pela 10ª Promotoria de Justiça para “apurar a eventual ausência de serviço de exame de Raio-X na rede pública de saúde da macrorregião de Dourados/MS” e já identificou mais de seis mil pessoas nessa fila de espera.

Esse encontro planejado para janeiro visa efetivar as deliberações da Ata de Reunião realizada aos 06 dias do mês de agosto de 2019, notadamente quanto à cooperação entre o Estado e o município, para que os exames de Raio – X possam ser realizados no Hospital Regional de Dourados, assim como a concretização das parcerias deste Município com os de Itaporã, Fátima do Sul, Caarapó e Rio Brilhante.

Na reunião realizada no dia 6 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde revelou existirem 6.537 pacientes na fila de espera pelo exame de Raio X em Dourados. À ocasião, foi fixado prazo de cinco dias úteis para que os gestores municipais entregassem ao Estado e ao Instituto Acqua “o rol de procedimento reprimidos na saúde pública de Dourados/MS com o quantitativo de pacientes”.

Com os dados, ambos teriam 20 dias para responder sobre “a possibilidade de parceria para somar esforços com a gestão local, sendo primordial para isso o cálculo dos custos para a prestação do serviço e a justa remuneração”.