Medos e dúvidas sobre anestesia no parto entram em debate em feira de maternidade

Medos e dúvidas sobre anestesia no parto entram em debate em feira de maternidade

15 de agosto de 2026 0 Por redacao2

 

_Anestesiologista participa do Materne para levar informação e mais segurança às gestantes_

 

Campo Grande recebe neste fim de semana a Materne, feira voltada à maternidade que reúne tentantes, gestantes, puérperas, mães, pais, bebês e redes de apoio. Entre as especialistas convidadas está a médica anestesiologista Agne Chiquin Bochi Brittes, do Servan Anestesiologia, que participa no sábado (15) de uma palestra sobre analgesia e anestesia no parto.

 

Mais do que apresentar técnicas ou explicar procedimentos, Agne quer aproveitar o encontro para criar um espaço de conversa com as participantes, acolher inseguranças e levar informações que podem fazer diferença antes mesmo de o trabalho de parto começar.

 

“A ideia é ter uma conversa muito próxima com essas mulheres, explicar como funciona a atuação do anestesiologista, quais recursos existem e acolher os medos e dúvidas que aparecem durante a gestação. Quando a mulher conhece melhor essas possibilidades, ela chega ao parto mais segura e consegue participar das decisões com mais tranquilidade”, afirma Agne.

 

Segundo a anestesiologista, muitas gestantes chegam ao fim da gravidez ainda com dúvidas sobre o papel do anestesiologista, sobre quando a analgesia pode ser utilizada e quais são seus efeitos. Por isso, falar sobre o assunto com antecedência também é uma forma de diminuir a ansiedade e evitar que decisões importantes precisem ser tomadas em meio à tensão do momento.

 

Entre os receios mais comuns estão o medo de perder os movimentos e a ideia de que a analgesia poderia interferir na evolução do trabalho de parto. Agne explica que parte dessas preocupações está ligada a uma realidade que mudou com o avanço das técnicas e dos medicamentos.

 

“Esse mito vem de um tempo em que a analgesia podia causar um bloqueio motor maior e, de fato, interferir na evolução do parto. Hoje, a realidade é outra: temos domínio da técnica, conhecemos melhor os medicamentos e sabemos qual é o momento ideal para oferecer a analgesia. Com isso, conseguimos proporcionar conforto sem perder mobilidade, com segurança para a mãe e para o bebê”, explica.

 

Para a médica, informação também amplia a autonomia da mulher. Conhecer as possibilidades, entender o que pode acontecer e saber que existe uma equipe preparada para acompanhá-la ajuda a transformar a relação com o parto, especialmente quando o medo da dor ocupa grande parte das preocupações durante a gestação.

 

“Eu costumo dizer que a analgesia humaniza o parto, porque ela devolve à mulher o protagonismo desse momento. Quando a dor deixa de ser o centro da experiência, a mãe consegue viver o parto com mais presença: ela conversa, sorri, se emociona, se movimenta e guarda lembranças boas desse dia, não só a dor”, afirma.

 

A feira acontece nos dias 15 e 16 de agosto, em Campo Grande, com programação dedicada à gestação, parto, pós-parto, desenvolvimento infantil e cuidados com o bebê. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia pelo link: www.materne.com.br